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O que é pirataria para você ?

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O livro, como um livro, pertence ao autor, mas como um pensamento, ele pertence - a palavra não é tão vasta - à humanidade como um todo. Todas as pessoas possuem este direito. Se um desses dois direitos, o direito do escritor e o direito do espírito humano, tiver que ser sacrificado, certamente o direito do escritor seria o escolhido porque o interesse público é a nossa única preocupação, e todos, eu vos digo, devem vir antes de nós."

-- Victor Hugo, Discurso de Abertura do Congresso Literário Internacional de 1878.

Você provavelmente já locou um video, colocou no teu aparelho de DVD e ele começou com uma propaganda do estilo "Amigão, se você baixar um filme da Internet, você será um mal exemplo para seus filhos e estara cometendo um crime grave!" -- Você esta cometendo uma violação das regras que a sociedade (mercado ? estado ? leis?) considera indispensáveis à sua existência, e na maioria das insinuações insanas, você é pior do que um ladrão --.

Vocês já refletirem sobre isto ? Pense bem... Este comercial é elaborado por quem ? Esta lei foi elaborada por quem ? Resposta única: Intermediários. Não pense você, que você esteja afetando o criador da obra !

Mas, o que eu quero dizer ? Ah, baixar filmes da Internet é legal ? Sim, é um direito de todos, assim como livros, revistas, músicas e etc... Mas, e se eu comprar filmes no centro da cidade ? Opa! Aí você estara errado na minha opnião, pois uma coisa é a exploração comercial do conteúdo, a outra é a divulgação dele. Capiche ?

Você já se imaginou um autor de um livro, de um filme, de um software, de uma música ... Qual seria seu melhor plano ? Posso apostar que reproduzir isto para um grande número de pessoas !

O grande problema de leis como propriedade intelectual, patentes e domínio público são elaboradas para os intermediários e seus mercados podres.

Ok, você deve estar começando a acreditar que sou algum tipo de fanático.. Eu sou a favor de um sistema regulamentado, sobre uma licença justa para o seu criador e seus consumidores, e pode acreditar... para os intermediadores.

Os intermediadores tem um papel fundamental neste processo, mas não devemos esquecer dos valores de uma sociedade e ficarmos desvairados. Acredito que deva existir um beneficio de exploração comercial sobre uma determinada obra, mas ela deve ser limitada, hoje é uma inépcia... uma empresa que faz esta intermediação pode ter em média a obra para a exploração comercial via monópolio legal por cerca de 70, 100 anos...  Isto é justo para eles ? Até demais... e para sociedade ? e para o criador ? Não !

Deve haver um parâmetro melhor do que os existentes, uma boa sugestão é o "manifesto do domínio público" elaborado pela "Communia", rede temática da União Européia sobre o assunto, no qual é muito recomendada a leitura para os interessados.


"Nossos mercados, nossa democracia, nossa ciência, nossas tradições de livre de expressão e toda nossa arte dependem mais fortemente de um material disponível livremente em Domínio Público do que de obras protegidas por direitos patrimoniais. O Domínio Público não é um resíduo deixado para trás quando todas as coisas boas já foram tomadas pelo direito de propriedade. O Domínio Público é compõe a estrutura que suporta a construção da nossa cultura. Ele é, na verdade, a maior parte da nossa cultura."

-- James Boyle, O Domínio Público, p.40f, 2008


Um ponto importante para esclarecer, é que muitos acreditam que neste modelo a renda de conteúdo compartilhado pode gerar prejuizos para os intermediários e os investimentos diminuirem, mas pense na concorrência aberta que poderia gerar também entre os criadores, eles também poderiam ser mais importantes para o negócio e consequentemente serem mais valorizados.

Hoje, acontece que a relação sobre o criador esta cada vez mais dependente de seus medianeiros e a sociedade subordinado aos intermediadores para serem considerados "criminosos" ou "não".

REFERÊNCIAS:

http://culturadigital.br/

http://communia-project.eu/
O presidente dos Estados Unidos esta prestes a viabilizar uma tendência muito produtiva para a sociedade americana e que poderá virar referência para outras sociedades. Na sua campanha foi muito divulgado sobre um governo "aberto" e transparente, ou seja, oferecer informações sobre o governo de forma mais eficiente e prática.

A medida no papel é muito "subjetiva" no seu documento original (vide REFERÊNCIAS), não é ainda uma proposta que podemos dizer se vai funcionar ou não, mas o objetivo já é um passo positivo em relação a informações entre governos e sociedade.

Mas afinal, como ele vai executar este plano ? Ele irá oferecer isto no modo de "API", ou seja uma "interface de programação de aplicativos", onde o objetivo é oferecer de forma "fácil" informação para as "três partes" -- civis, grupos da sociedade e ativistas ou lobistas --. Com este tipo de acesso será fácil a criação de serviços mashup, ou seja uma aplicação que poderá ser mais completa utilizando informações do governo e outras disponíveis na rede mundial, criadas por organização de outras partes.

Na maioria dos paises (inclusive nos Estados Unidos e no Brasil) já existem grupos da sociedade, principalmente alunos de univerisades no qual desenvolveram aplicativos para buscarem informações do governo em suas páginas confusas e criarem um modo mais simples de visualizar estas informações.

Esperemos que com esta medida de oferecer informações através de APIs, as informações não sejam mais compiladas apenas pelo governo ou por um grande esforço de um grupo de pessoas dentro da sociedade como hoje, mas que com o acesso de forma segura e simples o governo ficará mais perto de seu povo, pois ele poderá organizar as informações como queiram.

Eu apoio este movimento, e espero que isto também ocorra no Brasil.

REFERÊNCIAS:

http://www.fas.org/sgp/obama/opengov.pdf


Banda Larga pelo governo.

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Para explicar este assunto, primeiramente tenho que dizer que sou totalmente contra o estado minimo por questões práticas, isto já explica o meu posicionamento em relação a oferecer acesso a informação para sociedade de forma inteligente, e principalmente que isto começe rápido, o número de pontos de acesso a Internet só cresce no Brasil nos últimos anos e isto já é de conhecimento de todos, porém esta havendo uma desaceleração bruta nos últimos 4 anos no crescimento por questões relacionadas ao desenvolvimento do estado.

Por isto é de vital importância o governo começar a criar um plano para isto, e já foi criado (por enquanto é um projeto de "patrocínio" do governo para as teles lucrarem). Eu resolvi efetuar a leitura esta semana sobre o projeto do ministro das comunicações Helio Costa para o plano nacional de banda larga, é uma lástima.

O ministro estabelece metas para 2014, 30 milhões de acesso à Internet pela rede fixa e 60 milhões por rede móvel, hoje nos temos cerca de 10 milhões (fonte: http://www.internetworldstats.com/sa/br.htm) de pontos de acesso para banda larga.

Apenas sobre a meta, podemos efetuar a primeira grande critica em relação a "60 milhões por rede móvel", é uma visão miope do plano do ministro, pois é de conhecimento de todos que existe um problema em relação a tecnologia, oferecer acesso via tecnologia 3G por exemplo é caro e não é um plano a longo prazo, primeiramente por que existe a limitação da velocidade nesta tecnologia, e que ela ainda esta em evolução, ou seja, é natural que existe uma troca de tecnologia no futuro (como por exemplo para 4G) e o custo da troca seria muito caro.

Uma tecnologia que já existe há anos, é segura e com certeza vai durar, é a fibra ótica. Governos como da Austriália que irá levar acesso via fibra para 90% da população com a velocidade de 100Mbs até 2017 e os outros 10% via rádio devido a caracteristica do territorio, possui um plano "sensato" e "inteligente". Paises como Alemanha, Estados Unidos, Portugual, França, Irlanda, Espanha, Cigapura e todo o mundo, já estão com metas e parametros como a velocidade.

Este é um plano que falta ser escalável. O documento produzido pelo governo, não faz menção alguma a velocidade que será oferecida, e isto faz toda diferença para se analisar se o plano é bom ou não, e o quanto será investido. Não entendi nas pouco menos de 200 páginas do documento, como eles falam sobre o quanto será investido sem saber "o que é exatamente".

Existe um problema ainda maior. 70% do investimento será bancado pelo governo para a implementação do plano, porém quem irá "lucrar sozinho" será as teles. Sou a favor, da criação de uma empresa estatal para oferecer este serviço, pois não faz sentido o governo gastar e efetuar esta "doação" para as teles.

Em resumo, o senhor ministro precisa melhorar este plano, especificar a velocidade oferecida, e uma defesa para um plano de manunteção e inteligente a longo prazo em relação aos pontos de acesso.
 
* REFERENCIA:

http://www.mc.gov.br/helio-costa-apresenta-ao-presidente-subsidios-para-o-plano-nacional-de-banda-larga/
 

Módulo XCAP::Client para Perl.

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Começei o desenvolvimento do módulo XCAP::Client para Perl. Até agora, só existe módulos para as linguagens Python e Ruby.

O XCap é um protocolo que é executado utilizando o HTTP como plataforma, e permite que os clientes manipulem conteúdos baseado em presença (Presence Information Data Format - PDIF).

Estes documentos são armazenados em um servidor no formato XML, e podem ser resgatados, substituidos ou apagados pelo cliente.

Este módulo é para efetuar o trabalho do lado do cliente.

Os códigos fontes que estou gerando, estou colocando no github, segue o link:

http://github.com/maluco/XCAP-Client

WKHTMLTOPDF

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Eu acabei de enviar uma versão inicial do WKHTMLTOPDF, este módulo é um simples wrapper para o programa wkhtmltopdf => http://code.google.com/p/wkhtmltopdf/.

A utilização do HTMLDoc é um pouco complicada, um dos maiores motivos é a falta de atualização a aplicação (desde de 2005), e a necessidade é utilizar um aplicativo que faça conversão de html para o PDF (por isto não utilizo módulos como o PDF::Reuse).

A ideia dele por enquanto é apenas ser um wrapper, mas tenho uma lista de afazeres como:

* Suportar repassar conteúdo para o módulo e não gerar um arquivo apartir de outro.
* Testes
* Verificação da versão do wkhtmltopdf.

Caso tenha interesse, veja o site do módulo no CPAN:

http://search.cpan.org/~tbr/WKHTMLTOPDF-0.02/lib/WKHTMLTOPDF.pm

O Encontro com Frederick Brooks.

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Ontem foi realizado na IME-USP um encontro com o sr. Frederick Brooks, onde algumas pessoas se juntaram para ver este lendário homem falar sobre o planejamento de desenvolvimento de software.

O que mais me assustou foi a chegada, a organização nada cobrou, e ainda tinha suco e um bolo fantástico para comer, porém o número de participantes era pequeno, talvez 30 pessoas ? Repetindo, era gratuito !

Mas, quem é o sr. Frederick Brooks ? Ele é mais conhecido por gerenciar o desenvolvimento do sistema operacional OS/360 e depois escrito o livro "The Mythical Man-Month" e ele foi ganhador do prêmio Turing da ACM (o Nobel da Ciências da computação) em 1999 pelas suas contribuições marcantes à arquitetura de computadores, sistemas operacionais e engenharia de software.

Pessoalmente ? Um sujeito simpático, divertido, inteligente e extramamente ligeiro com seus pensamentos e suas falas. Com pensamentos atuais, construido há anos ou decadas atrás.

Sua palestra abordou questões sobre o desenvolvimento em uma equipe, uma aula tremenda de como não fazer e como fazer a coisa certa, utilizando pensamentos do teu livro publicado em 1975, porém no ambiente atual de desenvolvimento.

Aplausos.

Catalyst - Manual Prático para Iniciantes

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Catalyst é um elegante framework de programação MVC para Web, e escrevi este  tutorial para os iniciantes na ferramenta há algum tempo, mas não tinha colocado o link dele ainda no blog:

http://www.maluco.com.br/perl/catalyst.html

Opensips-BR

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Nos últimos meses estou muito envolvido com o projeto OpenSips. E conversando com alguns desenvolvedores do software, resolvemos criar uma lista de suporte para usuários da lingua portuguesa.

Para quem interessar: http://lists.opensips.org/cgi-bin/mailman/listinfo/users-br