Nos últimos dias colocaram em evidência o óbvio. E o resultado foi o óbvio.
A Justiça chega a impressionar pela falta de objetividade. Ta aí, os bacharéis devem adorar! É como uma partida de futebol para eles. Discutir, discutir e discutir. E ainda se abster por achar não estar preparado para dar uma opinião. Daí vão se meses para o excelentíssimo estudar o caso e chegar lá e dizer o óbvio. Odeio isto. Falta objetividade neste país é isto. E o resultado sempre é o mesmo. O óbvio.
O argumento principal dos contrários era de que não deveria-se violar uma vida e nem sequer manipular o processo da vida.
Acha que nada pode interromper o processo natural da vida?
Não use antibióticos.
Não use analgésicos.
Evite as vacinas, pois elas evitam doenças. E doenças são uma coisa natural.
Seja contrário a cirurgias, operações.
Seja contrário a medicina.
São muitas pessoas que têm nestas pesquisas uma esperança. Talvez nem pra elas. Mas para a próxima geração. Mas enfim. É esperança!
A CNBB lamenta a decisão do STF sobre a continuidade de pesquisas com célula-tronco. Mas tenho de dizer, eu é que lamento de ter, em meu país, uma instituição tão retardante no processo de evolução.
O que fazem é sepultar a esperança de muitos na cura, mas eles não devem sentir isso pois não estão na pele dos muito que sofrem no dia-a-dia pelas suas limitações físicas.
Apesar de muito imbróglio. Finalmente. Um aplauso ao estado laico brasileiro. Colocou a questão religiosa e ideológica de lado e escolheu evitar ao máximo a necessidade de importar medicamentos vindos destas pesquisas e passar a pesquisar e ajudar o mundo na busca da cura de inúmeras deficiências e efermidades, que, apesar de naturais, ninguém quer. E quem é contra não use nada advindo desta ciência. Aceite a dor, passivamente. E deixe os outros viver. E viver, meretíssimo, é ter esperança sim senhor!

