Estamos demorando para começar a utilizar melhor esta tecnologia, mas pelo o que leio, ouço falar já estamos perto desta nova revolução no modo de pagamento. O M-Payment (mobile payment) é uma modalidade nova de pagamento, e que a cada mês, mais paises e bancos pelo mundo estão lançando seus projetos e obtendo sucesso.
No Brasil, talvez você já tenha visto alguns “testes”, como por exemplo o do Cinemark, caso você seja cliente da operadora Claro, pode comprar pela Internet seu ingresso, receber seu ingresso com o código de barra e as informações (via SMS, são duas mensagens) para que quando chegar no Cinemark, você simplesmente abra o celular e mostre o seu celular, que será passada em um visor ótico da empresa para verificar o ingresso. Ou seja, até aí, eliminou a utilização do papel (ou algum código) para ser transportado. Porém, ainda se utiliza da Internet para efetuar a compra, a ideia é não se utilizar da Internet para efetuar a compra futuramente.
A operadora OI já possui 200 mil clientes m-payment, 90% destes no Rio de Janeiro, no qual o vendendor e o comprador devem ter um aparelho da operadora (o vendedor tem um chip autorizado e com o software de venda), no qual são trocadas por torpedos (SMS) gratuitos as informações da compra e o comprador. A fatura da compra vem na conta telefonica.
A segurança do sistema, a grande maioria diz ser um fator positivo, segundo especialistas, deve ser mais seguro que a Internet, por se tratar que as informações de venda irão transitar em uma rede privada (da operadora de celular) e não em uma rede pública, como a Internet.
Porém, o maior problema existente hoje no modelo de negócio, é que no modelo tradicional do cartão de crédito de plástico por exemplo, a operação tem seus valores divididos em três partes: a empresa de cartão de crédito, o banco e o varejo. No mobile payment, a operadora entraria para ser o novo integrante, ou seja, seriam quatro. Este modelo é chamado de revenue sharing, no qual as operadoras preferem.
Bancos, Operadores, Empresas estão fazendo testes no Brasil já há algum tempo, porém o maior problema é um acerto entre elas, além da divisão dos lucros, uma padronização de tecnologia que possa facilitar a utilização em massa do novo produto, ou seja, com uma bandeira de cartão de crédito você pode utilizar, aproximando o celular para efetuar a compra na loja, sendo através de outro banco, você precisa de um software que acessa a Internet via celular, porém o seu plano na operadora não cobre, enfim…. Vira uma bola de neve de problemas, e dificulta a popularização (ainda mais com a grande variedade de aparelhos celulares no mercado). Resumindo, é essencial para a utilização em massa, esse “acordo” de tecnologias utilizadas para facilitar o uso.
Outro problema, é a infra-estrutura celular no Brasil, que não é das melhores, ainda temos problemas com a rede de SMS, cobertura, e o mercado que está dividido em várias empresas que não possuiem um padrão, a Vivo por exemplo, lider de mercado, tem 28% dos clientes, ou seja, para uma tecnologia como esta entrar no mercado, em massa, não podemos contar que uma operadora ou outra entrem neste mercado, ou cada uma delas de uma maneira, mas todas “juntas”, como todos os bancos também, para ter algo padronizado, e não ter o problema de chegar em um estabelicimento e o vendedor dizer : “Me desculpe senhor, mas não passamos Tim aqui.”
Todos querem ganhar mais, então talvez exista uma “trava” por um tempo maior, caso não seja feito um acordo realmente rápido, pois todos vão querer “forçar” a barra, para lucrar mais.
Acredito que o ano que vem, vai surgir vários produtos novos para os usuários de cartão de crédito e venda de produtos com baixo custo (como passagem de metro, onibus, taxis, delivery de pizza, flores, …) principalmente. Vamos aguardar.